Posts com Tag ‘Grito’

Crônica do grito

Novembro 18, 2009

ad infinitum…

 

Por que os homens gritam?

Já se sabe há muito tempo (ou deveria ser sabido há muito tempo) que o homem é movido a fascínio. O feitiço em cada coisa faz a busca de todos os ideais do indivíduo masculino. Por quê? Porque é assim.

O homem precisa se senti seduzido em todos os momentos vinculados ao prazer, e claro que essa firmação passa longe de ser apontada apenas para o deleite sexual. É emocional, profissional e, sim, amorosa. O homem precisa de magnetismo para que sua engrenagem funcione de maneira mais harmoniosa e eficaz. Para ter um homem nas mãos, basta seduzi-lo.

E por isso o homem grita.

Obviamente teríamos infinitos tipos e intensidades de atração, mas nem por isso deixaremos de citar alguns comportamentos clássicos do universo masculino.

O homem grita o ‘gol’ num estádio de futebol pelo deslumbramento que tem “desde criancinha” pelo time do coração. A maravilha que é torcer por um time eleva a empolgação do homem a níveis estratosféricos. Assim como em um show de música, quando se vê bandos e bandos de homens gritando com (e por) seus ídolos que tanto os seduzem com seu lifestyle.

Artes, ciência, tecnologia, viagens, gastronomia e mulheres só interessam quando aguça a curiosidade, o encanto, a atração, a beleza nas formas e estilos. Tudo que prende atenção é alvo do grito de fascinação dado pelo homem e tudo que prende atenção ganhará seu grito na hora certa. E que assim seja sempre.

 

*

 

Por que as mulheres gritam?

A mulher, dona de todas as coisas, é movida pelo arroubo. Sabe aquele êxtase que nos absorve e se transforma em uma idéia fixa? É este o combustível primário do instinto feminino. Por quê? Por é assim que é.

Só se é mulher e só se faz mulher pela admiração por algo (ou alguém) ou o que aquilo (ou aquele) representa. É um arrebatamento complexo que faz com que uma mulher se vista bem para que outra mulher a olhe, a repare e a admire, transferindo assim seu próprio encantamento para outrem. A feminilidade trás consigo uma teia fascinante de espasmos e endeusamentos.

E é por isso que as mulheres gritam.

Em situações positivas e negativas, elas soltam o gogó como prova de excesso ou completa falta de admiração. Com a mesma vontade (mas energias opostas), a mulherada grita pelo artista venerado (seja o ator do momento, o estilista badalado, o pintor renomado ou o escritor underground que só terá reconhecimento daqui vinte anos) e contra a barata que invadiu a cozinha (ou a sala de estar ou qualquer ambiente de qualquer lugar de qualquer mundo). A mulher grita quando vê uma amiga querida que não encontra há muito tempo, quando é promovida no trabalho, quando vê uma liquidação, quando seu filho começa a andar e quando pratica um esporte radical. Contanto que role a admiração (por outras pessoas ou por ela mesma), a gritaria está garantida. E nada mais lindo que ver uma mulher gritando feliz por qualquer dessas alternativas citadas.

Portanto, aos que estão finalizando a leitura dessa matéria:

- se és mulher, continue admirando e sorrindo com todos os bons acontecimentos da vida.

- se não és mulher, então não pare nunca com a arte de admirá-las e de fazerem de sentir admiradas, pois nada nesse mundo vai substituir a beleza do sorriso agradecido de uma mulher.

Pra que?

Setembro 30, 2009

Motivo…

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Você precisa de algum?
Motivo é o que não falta.

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

Do pensar ao sentir

Setembro 23, 2009

“…tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva”

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“…é quando se percebe que aquela porra de amor romântico é babela e que a delícia está em ser pego de surpresa por um afeto sincero e cru que não te deixa dormir. Que aquelas sentimentalidades todas vão pro ralo, mais cedo ou mais tarde. Fica só aquele olhar real”

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

“…Quando morre, vira samba.”

Setembro 15, 2009

Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central.

(Chico Buarque, Homenagem ao Malandro)

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E é no coração do malandro que cabe de tudo.
É lá que mora a paixão em seu estado mais puro.

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

No nervo

Setembro 9, 2009

Dá nos nervos e encanta.
Acho que encanta mais do que dá nos nevos.

A repetição de se estar em um lugar diferente.

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“Para quem curte espaços alternativos, Brick Lane é o lugar. Ou, como diria Ulisses, o pico. A começar pela própria Brick Lane,a rua que dá o nome à região, com seus restaurantes indianos e seus night clubs. Mas Brick Lane não é só isso. Brick Lane é multi: multi-étnico e multi-cultural, multi-tudo”. [Brick Lane é a rua da foto. O texto citado está no site Canal Londres]

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra