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The Beatles Rockband (09.09.09)

Junho 2, 2009

Eu nunca fui muito chegado nas manias de Guitar Hero. Vejo muita gente jogando, mas nunca fiquei com a tentação de jogar. Na verdade, eu até tenho certa curiosidade pra ter a sensação de tocar a guitarrinha que é bem legal. Mas o jogo em si, nunca bateu o tesão de experimentá-lo.

O tal Rockband então, que não se popularizou tanto por aqui (seria como se o primeiro fosse um Winning Eleven, bem mais jogado que o Fifa, até pela pirataria barata proporcionada pelo Playstation 2), tive ainda menos situações que pudessem aguçar alguma vontade. Mas são coisas da vida.

Até então.

Fab Four em pixels...

Fab Four em pixels...

Depois do controverso ‘LOVE’, álbum de remixes do quarteto de Liverpool desenvolvido por George Matrin,  produtor e considerado o “quinto beatle” (sem saber que o verdadeiro “quinto beatle” sempre foi o grande Billy Preston), para compor a trilha sonora de um do espetáculos do Cirque du Soleil, o jogo The Beatles Rockband é o novo aparato de desejo dos fãs (e não fãs).

Claro que o jogo foi feito com toda a qualidade possível (até porque a concorrência entre os jogos de simulação de bandas é bem acirrada; nesses tempos atrás até saiu o Guitar Hero Metallica, também cheio de qualidade e detalhes) e com muitos detalhes que enchem os olhos de quem vê e a mente de quem ama o Fab Four.

O trailer matador já puxa seu desejo consumista como o cheiro bom da carne assada puxa o Pica-Pau pelas narinas. Temos aí o ‘Cavern Club’, a apredentação deles no Ed Sulivan, os shows dos EUA (que frustraram bastante a banda porque eles mal de ouviam tocndo tamanha a gritaria das fãs, que também não ouviam e nem se importavam muito com o som que eles estavam tocando), a turnê pelo Japão, o surrealismo da Magical Mistery Tour, as gravações no Abbey Road e a apresentação memorável feita no telhado da Apple. As roupas também são muito bem detalhadas (as fardas das apresentações na América, as fantasias do clipe de I’m the Walrus, os instrumenos que mudaram da fase ieieiê até a apresentação no Rooftop), juntamente com a fisionomia, cabelos e tudo o que pode se imaginar para agradar a todos que adoram decorar e analisar cada etapa de cada fase da carreira dos Beatles.

O sir Paul McCartney e o ‘batrista mais alegre de todo os  tempos’ Ringo Starr estiveram na última tarde divulgando o jogo, com direito a piadinha e tudo por parte do baixista ex-beatle: “e quem imaginou um dia que acabaríamos como andróides?”

Agora é aguardar pra ver se a diversão é tão foda como a delícia que foi ver o trailer do jogo.

A maravilha das tecnologias

Maio 5, 2009

Tá.

Imagina a seguinte cena:

Você trabalha para uma instituição que resolve reciclar seus colaboradores de um jeito diferente – com jogos online. Você se senta de frente para um computador de ótima configuração e passa um bom par de horas disputando com seus colegas em um simulador estratégico de ponta.

Conseguiu imaginar? – legal né…

E se esses jogos fossem de guerra e você tivesse que, junto com sua equipe, desenvolver melhores técnicas de ataque, emboscada e diversos estilos de combate? Mais legal ainda né não?

E se, para esse tipo divertidíssimo de treinamento, você fosse um oficial do exército americano e usasse toda essa “teoria virtual” para por em prática no Iraque ou Afeganistão?

Hum, já não tá tão legal assim né…

 

cena do Counter Strike

cena do Counter Strike

 

O Pentágono investiu um adicional de US$ 50 milhões na indústria de videogames. O motivo? – a criação de “jogos e sistemas interativos para treinar tropas”. O jogo, que até já tem nome (Game After Ambush), vai ter a mesma cara do consagrado Counter Strike, jogado em primeira pessoa e com o intuito principal de vencer o adversário usando os melhores estratagemas militares.

A parceria, que não é nada nova (tivemos o jogo de duelo de tanques Battle Zone nos anos 80 e o treinamento militar restrito Marine Doom – isso mesmo, uma modificação do então lançado Doom 2), relata que o principal incentivo ó o do avanço incrível no visual dos jogos (gráficos e comportamento dos personagens), que proporciona movimentos mais reais e inteligência artificial capaz de criar os ambientes mais imprevisíveis.

A idéia também nunca foi só para fins internos. Quando o Iraque foi invadido em 2003 para a suposta busca de armas químicas e biológicas, o exército dos Estados Unidos lançou oficialmente o America’s Army, jogo disseminado para download gratuito com o propósito de provocar interesse no alistamento militar (o próprio departamento de defesa criou portais e comunidades para os usuários).

GTA San Andreas

GTA San Andreas

O mais legal é lembrar que os democratas, hoje no poder e considerados (com a ajuda da figura carismática de Obama) quase que salvadores da América, caçaram em 2005 (encabeçados pela atual Secretária de Estado Hilary Clinton e pelo ex-candidato à vice-presidência em 2000, Joe Lieberman) os jogos considerados violentos e inapropriados – com direito a perseguição ferrenha ao gigantesco sucesso do então lançado Gand Theft Auto (GTA) San Andreas.

Suponho que os jogos violentos devem, então, ser controlados para não influenciar comportamento violento na população, mas podem ser desenvolvidos – com a melhor tecnologia disponível – para “treinar” um comportamento violento (mas condicionado) em soldados que supostamente voltarão para seu país e viverão uma vida normal?

 

soldado americano

soldado americano

 

 

Ou um soldado bem treinado nunca seria volúvel a um comportamento estranho?