Às vezes a gente precisa…
…desaparecer.
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
Às vezes a gente precisa…
…desaparecer.
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
Motivo…
Você precisa de algum?
Motivo é o que não falta.
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
“…tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva”
“…é quando se percebe que aquela porra de amor romântico é babela e que a delícia está em ser pego de surpresa por um afeto sincero e cru que não te deixa dormir. Que aquelas sentimentalidades todas vão pro ralo, mais cedo ou mais tarde. Fica só aquele olhar real”
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central.
(Chico Buarque, Homenagem ao Malandro)
E é no coração do malandro que cabe de tudo.
É lá que mora a paixão em seu estado mais puro.
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
Dá nos nervos e encanta.
Acho que encanta mais do que dá nos nevos.
A repetição de se estar em um lugar diferente.
“Para quem curte espaços alternativos, Brick Lane é o lugar. Ou, como diria Ulisses, o pico. A começar pela própria Brick Lane,a rua que dá o nome à região, com seus restaurantes indianos e seus night clubs. Mas Brick Lane não é só isso. Brick Lane é multi: multi-étnico e multi-cultural, multi-tudo”. [Brick Lane é a rua da foto. O texto citado está no site Canal Londres]
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
Já tinha bem seus 70 e poucos anos. Era devota. Não sei ao certo de qual santo e não me assustaria se descobrisse que era de todos. Ninguém na família gostava daquelas coisas todas que chamavam de fanatismo e ela corrigia sempre, afirmando ser um mínimo de agradecimento a tudo que nos foi dado. Eles foram prum lado e ela, proutro.
Vivia reclusa já há bons anos e se acostumara a comentar a vida com o locutor do rádio. Ouvia sempre a missa matinal e as orações que se seguiam. Não conseguia mais trabalhar e ficava zanzando pela casa, hora batendo papo com o homem das orações no rádio, hora arrumando alguns dos pinduricalhos que gostava de usar pra enfeitar a estante da sala.
Já havia lavado a louça do jantar, sempre servido às seis da tarde. Comia sempre uma sopinha aqui…um caldinho acolá…lavava o prato…os talheres…secava-os com o paninho bordado…tomava um copo d’água e fitava a cozinha por alguns poucos minutos.
Colocara o copo ao lado do filtro de barro (não gostava dessa nova mania de comprar água. achava tudo muito não higiênico) e caiu. Assim, de repente.
A queda lhe fraturou um fêmur e esfacelou uma das rótulas. Nem chegou a sentir dor. Caiu já sem consciência e, devota que era, não chegou nem a dar tempo de pedir ajuda a santo algum.
Acharam o corpo cerca de seis dias depois.
Primeiro vem a negação contrariada e forçada.
Começa-se a evitar por orgulho e pra machucar, mesmo se machucando também.
Depois de um tempo, a negação fica pertinente, inerente e sem volta.
Já não se consegue a voltar ao que era antes e ninguém lhe vale, mesmo precisando muito de tudo o que se nega.
Quando é tarde demais, só resta aos outros a divagação sobre o futuro do pretérito. O que seria, como seria…
Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.
A Bossa Nostra…
“Pra ninguém ter que achar que a vida é o tempo que a morte perdoa e te deixa ficar…” [ASonhadora]
Dizem por aí que a ignorância é uma benção…
Mas, e a inocência? também é?
Não sei se um dia saberei…

A obstinação é uma virtude?
Se é, vale a pena dar murro em ponta de faca?
Quantas questões, não?
Mais que isso, quantos pensamentos que são tão iguais e tão diferentes…sempre dependendo do tal estado de espírito.
[Acesse o link para ler o último conto postado em meu outro blog, A Bossa Nostra]
Antes de iniciar as atividades de expressão libertária [e/ou libertadora] neste espaço, e antes mesmo de iniciar minha jornada de cítica musical no Calo Na Orelha, eu possuia um blog bem bem simples em que eu atirava pensamentos levianos em forma de poesias e contos.
As poesias foram secando e os contos aumentaram e se desenvolveram até tornarem-se prioridade em minha, digamos, vida literária. A Bossa Nostra tomou o lugar do blog original, recebeu todo o conteúdo e mudou-se posteriormente aqui para o WordPress, fechando a família de blogs que possuo atualmente.
Não, eu nunca abandonei meu blog de contos. Apenas o mimo demais, postando somente contos que me atraem de cara e, fazendo desse blog em específico, meu “Moxotó Coroado”.
Abaixo eu deixo o link do último conto postado nesta data, que retrata a vida no exílio.