Eu fui dos que sempre ficam do lado pessimista. Olho torto pra todo tipo de euforia em demasia e não foi diferente em todo o processo que deu o posto de presidente dos Estados Unidos da América para o afro-americano Barack Obama. Sempre achei relevante a força do povo durante toda a campanha que contou com recordes de arrecadações de $$$ e de apoio de celebridades [estamos mais do que informados sobre tais nomes]. Mas mais que isso, o que mais me marcou no período de campanha [na verdade no dia da eleição em si] foi a histórica participação dos chamados grupos menores, ou seja, aqueles que sempre atuaram em menor número em épocas de eleição. Foi um turno forrado de latinos, negros e jovens [mais do que o triplo da última eleição, quando todos queriam ver John Kerry no lugar do já estúpido clássico, George W. Bush].

Tchau tchau, colega...
Voltando ao candidato eleito, eu sempre achei legal a campanha inusitada que deu a vitória ao primeiro negro por aquelas terras doidas que ainda segregam negros/ brancos / latinos/ ítalos/ homens / mulheres / conservadores / progressistas / liberais e todos os afins possíveis e imagináveis. Um homem que, no meio da fabulosa revolução tecnológica, ganha status e fiéis da maneira clássica, ao bom e velho estilo John Kennedy.
Beleza. A visão de tudo de uma pessoa que está fora dos EUA é essa. Mas também existe a visão de uma pessoa que está dentro…do Brasil.

Fresh Prince of Washington D.C.
Pó isso o lado comedido do processo todo. Nunca vi grandes vantagens reais com a vitória do democrata [por motivos que também já não são pertinentes pra se citar aqui, já que lemos milhares de analises da parte boa e ruim do fato] e não fiquei excitado com alguma possível mudança no mundo com essa virada [apenas o alívio de não ver mais o “alvo de sapatos” Bush na Casa Branca]. A crise que eclodiu no final do ano passado continua, se fortalece e, para aqueles que diziam que só começariam a se importar quando algo mudasse de fato em suas vidas, podem começar a coçar a testa com o desemprego crescente, aumento de preços e a possível freada no avanço tecnológico que tanto estava nos dando gosto.
Mas, sobretudo, entretanto, não posso deixar de dizer que foi legal pra caralho ver a posse oficial de Barack Obama no dia de hoje. Ver as centenas de milhares de pessoas entupindo a toda a região da passagem de Barack por Washington D.C.

Sangue, suor e lágrimas [mesmo que sem sentido ou tomados de uma inocência que, pra variar, chega a ser burra] que temperaram um discurso [como todos os de um Obama que detém uma ótima retórica] não tão enérgico e cheio de esperança que tanto marcou sua campanha, mas no tom certo voltado para as verdadeiras necessidades americanas [Eu disse “necessidades americanas”. Não me venha já com sorrisos achando que a paz mundial está próxima, pois nem a alcunha de líder mundial o país da América do Norte tem mais]. E eu venha toda essa vontade de mudança tão escancarada por parte dos yankees e que venha Obama pra ajudar a por a casa em ordem [sem atrapalhar as outras casas como fez seu estúpido antecessor].