ad infinitum…
Por que os homens gritam?
Já se sabe há muito tempo (ou deveria ser sabido há muito tempo) que o homem é movido a fascínio. O feitiço em cada coisa faz a busca de todos os ideais do indivíduo masculino. Por quê? Porque é assim.
O homem precisa se senti seduzido em todos os momentos vinculados ao prazer, e claro que essa firmação passa longe de ser apontada apenas para o deleite sexual. É emocional, profissional e, sim, amorosa. O homem precisa de magnetismo para que sua engrenagem funcione de maneira mais harmoniosa e eficaz. Para ter um homem nas mãos, basta seduzi-lo.
E por isso o homem grita.
Obviamente teríamos infinitos tipos e intensidades de atração, mas nem por isso deixaremos de citar alguns comportamentos clássicos do universo masculino.
O homem grita o ‘gol’ num estádio de futebol pelo deslumbramento que tem “desde criancinha” pelo time do coração. A maravilha que é torcer por um time eleva a empolgação do homem a níveis estratosféricos. Assim como em um show de música, quando se vê bandos e bandos de homens gritando com (e por) seus ídolos que tanto os seduzem com seu lifestyle.
Artes, ciência, tecnologia, viagens, gastronomia e mulheres só interessam quando aguça a curiosidade, o encanto, a atração, a beleza nas formas e estilos. Tudo que prende atenção é alvo do grito de fascinação dado pelo homem e tudo que prende atenção ganhará seu grito na hora certa. E que assim seja sempre.
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Por que as mulheres gritam?
A mulher, dona de todas as coisas, é movida pelo arroubo. Sabe aquele êxtase que nos absorve e se transforma em uma idéia fixa? É este o combustível primário do instinto feminino. Por quê? Por é assim que é.
Só se é mulher e só se faz mulher pela admiração por algo (ou alguém) ou o que aquilo (ou aquele) representa. É um arrebatamento complexo que faz com que uma mulher se vista bem para que outra mulher a olhe, a repare e a admire, transferindo assim seu próprio encantamento para outrem. A feminilidade trás consigo uma teia fascinante de espasmos e endeusamentos.
E é por isso que as mulheres gritam.
Em situações positivas e negativas, elas soltam o gogó como prova de excesso ou completa falta de admiração. Com a mesma vontade (mas energias opostas), a mulherada grita pelo artista venerado (seja o ator do momento, o estilista badalado, o pintor renomado ou o escritor underground que só terá reconhecimento daqui vinte anos) e contra a barata que invadiu a cozinha (ou a sala de estar ou qualquer ambiente de qualquer lugar de qualquer mundo). A mulher grita quando vê uma amiga querida que não encontra há muito tempo, quando é promovida no trabalho, quando vê uma liquidação, quando seu filho começa a andar e quando pratica um esporte radical. Contanto que role a admiração (por outras pessoas ou por ela mesma), a gritaria está garantida. E nada mais lindo que ver uma mulher gritando feliz por qualquer dessas alternativas citadas.
Portanto, aos que estão finalizando a leitura dessa matéria:
- se és mulher, continue admirando e sorrindo com todos os bons acontecimentos da vida.
- se não és mulher, então não pare nunca com a arte de admirá-las e de fazerem de sentir admiradas, pois nada nesse mundo vai substituir a beleza do sorriso agradecido de uma mulher.

















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