Arquivo da categoria ‘2+2=5’

uma dose de Verdade #1

Dezembro 3, 2009

volta logo

2010, o ano do macaco Strokes.

A banda entra em estúdio em janeiro para gravar o quarto disco e já marcou datas para shows em junho do mesmo ano de nosso senhor.

A verdade?

Is This It (que figurou no topo da lista dos ‘100 melhores álbuns dos anos 00′ feita pela NME) fica mais e mais fodão a cada audição, enquanto os outros dois ficam nos seus altos e baixos. Que venha logo um novo trampo.

E que voltem os putos logo ao Brasil, pois preciso tirar o maldito estigma de birrento por ter perdido o show do TIM Festival em 2005.

Por hora…o que temos de Strokes ao vivo é isso:

E tenho dito.

Porque pode ser mais

Outubro 28, 2009

Às vezes a gente precisa…

 

houdinibridgejump

Clique na foto para ler o conto

…desaparecer.

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

 

Pra que?

Setembro 30, 2009

Motivo…

Clique na imagem para ler o conto

Clique na imagem para ler o conto

Você precisa de algum?
Motivo é o que não falta.

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

Do pensar ao sentir

Setembro 23, 2009

“…tens a beleza insuportável da coisa inteiramente viva”

Clique na imagem para ler o conto

Clique na imagem para ler o conto

“…é quando se percebe que aquela porra de amor romântico é babela e que a delícia está em ser pego de surpresa por um afeto sincero e cru que não te deixa dormir. Que aquelas sentimentalidades todas vão pro ralo, mais cedo ou mais tarde. Fica só aquele olhar real”

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

“…Quando morre, vira samba.”

Setembro 15, 2009

Eu fui fazer um samba em homenagem
à nata da malandragem, que conheço de outros carnavais.
Eu fui à Lapa e perdi a viagem,
que aquela tal malandragem não existe mais.
Agora já não é normal, o que dá de malandro
regular profissional, malandro com o aparato de malandro oficial,
malandro candidato a malandro federal,
malandro com retrato na coluna social;
malandro com contrato, com gravata e capital, que nunca se dá mal.
Mas o malandro para valer, não espalha,
aposentou a navalha, tem mulher e filho e tralha e tal.
Dizem as más línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe chacoalha, no trem da central.

(Chico Buarque, Homenagem ao Malandro)

Clique na imagem para ler o conto

Clique na imagem para ler o conto

E é no coração do malandro que cabe de tudo.
É lá que mora a paixão em seu estado mais puro.

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

No nervo

Setembro 9, 2009

Dá nos nervos e encanta.
Acho que encanta mais do que dá nos nevos.

A repetição de se estar em um lugar diferente.

Clique na foto para ler o conto

Clique na foto para ler o conto

“Para quem curte espaços alternativos, Brick Lane é o lugar. Ou, como diria Ulisses, o pico. A começar pela própria Brick Lane,a rua que dá o nome à região, com seus restaurantes indianos e seus night clubs. Mas Brick Lane não é só isso. Brick Lane é multi: multi-étnico e multi-cultural, multi-tudo”. [Brick Lane é a rua da foto. O texto citado está no site Canal Londres]

Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra

Contos Gerais (Cap. I)

Julho 29, 2009

Você pode até não acreditar, mas o relato documentado a seguir é uma verdade plena, toda inventada em minha cabeça. Pois tudo aquilo que conhecemos são coisas que escondem todas as outras coisas. E tudo aquilo que não conhecemos são coisas esperando descobrimento para esconder outras coisas ou serem escondidas por elas. Poderia contar uma coisa, mas prefiro contar outra.

Porque a experiência que tive, provocada pela sequência de eventos que se desencadearam diante dos meus olhos, por baixo dos meus pés, montados em minhas costas e dentro da minha boca, ouvidos e nariz, seria tudo, menos contada de forma realista.

Comecemos pela dúvida: qual caminho seguir? O incerto ou o inverso!? – de tantas bifurcações existentes nas entradas do coração dessa terra, pegamos justamente aquela que não estava lá, mas que foi colocada lá.

E a noite foi cúmplice do moleque travesso. Com sua bocarra escura, engolia goela abaixo toda a luz do farol do carro – única iluminação disponível – nas subidas e descidas de terra seca e batida. Essa noite que, orgulhosa em sua tarefa, não nos deixava ver nem o relevo acentuado, muito menos as bromélias tão psicodélicas que alternam de cores durante o dia, passando do rosa com amarelo para laranja e vermelho, indo dormir vestidas de azul e roxo. Perdemos a noção, ganhamos algumas outras bifurcações (essas já sem novas indicações), ficamos com duas horas a mais na contagem total da jornada e quase nos vamos sem a esperança. Só mesmo depois de se divertir o suficiente é que o danado nos deu a primeira pista.

Entre pontezinhas de madeira, cercas dominadas pela vegetação, corredores enveredados e cobertos por um cascalho chato de atravessar, avistamos uma luz que aparentava o fim. Mas era o começo. Literalmente.

A tal iluminação era do pequeno comercio que acumulava vida no começo da estrada de terra que iniciou nossas preocupações. O espaço voltara, mas o tempo não. O frio se agarrava com toda a firmeza nos vidros do carro e o som era produzido apenas por nós. Mas como fazer o começo voltar a ser começo e achar um novo fim, mais atrativo e novo?

Com a velocidade bem reduzida, fomos traçando de novo o caminho que nos colocou frente a um cavaleiro trotando com seu garanhão e vestindo uma camisa negra cintilante e chapéu velho. Disse, ao pedirmos informação, que havia a frente um único caminho que daria exatamente na cidade que estávamos procurando. Sua tranqüilidade era estranhamente contagiante e sua firmeza na informação era, de repente, uma sinceridade sem igual. Mesmo tendo iniciado o caminho errado justamente naquele único trecho de terra, seguimos em frente pela segunda vez, seguindo o conselho daquele senhor contraditório, de sela cheia de brilhantes e botas surradas. Afinal, o caminho nos levou ao local certo, sem maiores percalços.

Justo ele...

Justo ele...

Logo de cara, rumo ao início das entranhas do nosso país, demos de cara com o Saci Pererê, que pregou a peça de nos fazer perder pelo ‘cerrado’ mineiro e, depois de algumas boas risadas, se fez homem montado e nos botou no rumo certo.

E isso era só o início…

dos pequenos prazeres da vida…

Julho 1, 2009

Este humilde blogueiro está em férias remuneradas de seu trabalho remunerado e fará o diabo pra aproveitar este curto tempo ‘ocioso’ (e bem criativo). Provavelmente rolarão alguns links legais e fotos cativantes de alguma viagem maluca (seja ela qual for).

Life Under Zen

Life Under Zen

Tempo de esperar para que coisas ótimas aconteçam.
A ilustração acima nos leva ao site do tatuador Jun Matsui. Esse nome será mencionado mais vezes num futuro próximo.

Enquanto isso, vou lá pegar meu charuto e aproveitar.

BBoy fazendo a festa!

Junho 16, 2009

Domingão, começo da noite…

‘Que tal ver uma batalha de Bboys no memorial da América Latina?’

- Claro! Quanto morre?

‘Não. Nada de morrer. Você é nosso convidado’

- Ah…é memo?

‘É memo. só chegar’

E lá fui eu conferir a LG BBoy, campeonato de dança hip-hop.
Da região do metrô São Bento, aqui em sampa, para o centro das atenções em um campeonato ágil e bem estiloso.

'só chegar'

'só chegar'

Confesso que fui pra lá pra ver o Kamau, rapper da melhor qualidade que lançou um puta álbum no ano passado, mas que estava no evento apenas como line up, ou seja, pra fazer a intro da festa. ‘Chegou chegando’ e fez seu freestyle honesto. Uma pena que não tenha mandado nenhum som, mas valeu a presença (e principalmente a constatação de que o rap nacional tem de tudo pra dar certo e aparecer mais).

Kamau 'conduzindo' a galera

Kamau 'conduzindo' a galera

Voltando aos bboys, que da calçada do metrô para concorrer, no palco, ao prêmio de cinco conto (isso mesmo, a ‘crew’ vencedora levou cinco mil reais pra casa). Houve talento de sobra.

A apresentção do torneio foi feita por uma figura que parecia o Cesar Polvilho, falando apressadamente e de um jeito bem engraçado. Os jurados gringos estavam com uma cara meio desanimada. Mas a molecada que chegou pra dançar estava mesmo pegando fogo. Desafios de sete minutos recheados de danças estilosas, provocações, demostrações de swing, elasticidade e resistência física. Mas o mais legal era o improviso.

Alguns mais espertos interagiam com o som que o ‘Kool DJ Fresh’ mandava na hora. Mais que manobras complicadas, os dançarinos se destacavam pelo improviso ‘bebop corporal’ levantando a galera e ganhando, de assovio a palmas, todas as saudações de quem estava ali pra curtir.

Na final, a ‘crew’ Back 2 The Streets levou a melhor (justamente pela improvisada nas batidas do Dj) e ficou com a grana, com o troféu e com o meu respeito, porque realmente não é pra qualquer um não.

A Macy Gray?
Depois do show que os bboys fizeram, sorte dela ter entrado só prum pocket show =P

[A seguir, mais fotos da 'crew' vencedora da noite, Back 2 The Streets]

Back 2 The Streets

Back 2 The Streets

Os campeões da noite

Os campeões da noite

[Fotos - Ignácio Aronovich. Mais fotos ótimas do evento no site da Lost Art]

The Beatles Rockband (09.09.09)

Junho 2, 2009

Eu nunca fui muito chegado nas manias de Guitar Hero. Vejo muita gente jogando, mas nunca fiquei com a tentação de jogar. Na verdade, eu até tenho certa curiosidade pra ter a sensação de tocar a guitarrinha que é bem legal. Mas o jogo em si, nunca bateu o tesão de experimentá-lo.

O tal Rockband então, que não se popularizou tanto por aqui (seria como se o primeiro fosse um Winning Eleven, bem mais jogado que o Fifa, até pela pirataria barata proporcionada pelo Playstation 2), tive ainda menos situações que pudessem aguçar alguma vontade. Mas são coisas da vida.

Até então.

Fab Four em pixels...

Fab Four em pixels...

Depois do controverso ‘LOVE’, álbum de remixes do quarteto de Liverpool desenvolvido por George Matrin,  produtor e considerado o “quinto beatle” (sem saber que o verdadeiro “quinto beatle” sempre foi o grande Billy Preston), para compor a trilha sonora de um do espetáculos do Cirque du Soleil, o jogo The Beatles Rockband é o novo aparato de desejo dos fãs (e não fãs).

Claro que o jogo foi feito com toda a qualidade possível (até porque a concorrência entre os jogos de simulação de bandas é bem acirrada; nesses tempos atrás até saiu o Guitar Hero Metallica, também cheio de qualidade e detalhes) e com muitos detalhes que enchem os olhos de quem vê e a mente de quem ama o Fab Four.

O trailer matador já puxa seu desejo consumista como o cheiro bom da carne assada puxa o Pica-Pau pelas narinas. Temos aí o ‘Cavern Club’, a apredentação deles no Ed Sulivan, os shows dos EUA (que frustraram bastante a banda porque eles mal de ouviam tocndo tamanha a gritaria das fãs, que também não ouviam e nem se importavam muito com o som que eles estavam tocando), a turnê pelo Japão, o surrealismo da Magical Mistery Tour, as gravações no Abbey Road e a apresentação memorável feita no telhado da Apple. As roupas também são muito bem detalhadas (as fardas das apresentações na América, as fantasias do clipe de I’m the Walrus, os instrumenos que mudaram da fase ieieiê até a apresentação no Rooftop), juntamente com a fisionomia, cabelos e tudo o que pode se imaginar para agradar a todos que adoram decorar e analisar cada etapa de cada fase da carreira dos Beatles.

O sir Paul McCartney e o ‘batrista mais alegre de todo os  tempos’ Ringo Starr estiveram na última tarde divulgando o jogo, com direito a piadinha e tudo por parte do baixista ex-beatle: “e quem imaginou um dia que acabaríamos como andróides?”

Agora é aguardar pra ver se a diversão é tão foda como a delícia que foi ver o trailer do jogo.