A Marvel nos anos 90 (Parte II)

Marvelous:

O clássico dos clássicos

O clássico dos clássicos

Em 1994, o mundo dos quadrinhos se curvou perante a excelência da Marvels, mini-série em quatro edições de capa especial e trabalho primoroso. Escrito por Kurt Busiek e desenhado por Alex Ross, a série examina o começo do Universo Marvel através do olhar de um fotógrafo. A historia é permeada por questões como o medo, o fascínio e o preconceito da humanidade para com aqueles seres ‘estranhos’ que destruíam suas cidades, mas que lutavam por algo maior. As ilustrações de Ross foram instantaneamente colocadas na importância de clássicos e o realismo fotográfico deste trabalho imortalizou as quatro edições que ganharam uma versão encadernada em 2005. Em 1996, a DC Comics fez igual, só que diferente, lançando a série ‘O Reino do Amanhã’, com o mesmo primor nas pinturas de Alex Ross, mas contando um futuro apocalíptico para os heróis da DC. A série também tem uma qualidade fora do comum, mas nunca chegaria ao status que teve a Marvels.

Marvel VS DC:

No início era o sonho. Em 1996, os fãs de histórias em quadrinhos receberam o que foi chamada de ‘a notícia do século’. As duas editoras clássicas, Marvel Comics e DC Comics, fariam um crossover que envolveria os super-heróis mais queridos de ambas. Os próprios leitores (os americanos, claro) ficariam encarregados de votar no herói que sairia vitorioso em cada disputa. O frenesi era geral e cada nerd da década de 90 tinha seu palpite de quem enfrentaria quem e quais personagens ficariam com a glória da vitória. Mas o que era sonho…

pior não há

pior não há

…poderia virar uma baita frustração. Com desenhistas medianos e roteiro fraco, aparentemente sem propósito, foram poucas as páginas que, de fato, valiam a pena (o duelo entre o Homem-Aranha e o Superboy foi bem legal, ao contrário do quebra-pau entre Wolverine e Lobo, que ficou longe de superar as expectativas dos fãs). Arranjaram, como se não bastasse, a dimensão ‘Amálgama’, ocupada por bizarras mesclas entre os heróis e vilões (o Dark Claw, mistura de Batman e Wolverine, enfrenta o perigoso Hiena, emaranhado de Dentes-de-sabre com Coringa) e fizeram de uma baita oportunidade, o que eu chamaria de ‘o fiasco do século’.

Games:

Pode até parecer brincadeira de mau gosto, mas eu juro que já houve uma época (não muito distante) em que as pessoas (o que inclui crianças e adolescentes) não dependiam da informática. Antes de a Internet fazer parte de nosso dia-a-dia e as lan-houses estarem em cada esquina de cada cidade, nós tínhamos os arcades (o bom e velho fliperama) e as famigeradas ‘casas de fliper’, local onde a molecada fumava escondido e jogava fichas no Mortal Kombat e Street Fighter.

tudo começou aqui...

tudo começou aqui...

Em 1994, a Capcom lançou, em parceria com a Marvel Comics, o jogo de luta ‘X-Men – Children of the Atom’. A partir daquela data, você poderia comprar uma ficha por alguns centavos e escolher qualquer dos personagens disponíveis (dos X-Men Wolverine, Ciclope ou Homem de Gelo aos vilões como Magneto e Samurai de Prata). Começava ali a febre.

X-Men VS Street Fighter

X-Men VS Street Fighter

Em 95, o estilo incorporou todo o Universo Marvel e foi lançado o ‘Marvel Super Heroes’ que, além dos mutantes (ficaram Psylocke, Wolverine, Magneto e o Fanático ‘Juggernaut), agora contava com um ágil Homem-Aranha, um saltitante Capitão América, mais o Incrível Hulk e o Homem de Ferro. Mas ainda era pouco, muito pouco. A Capcom aproveitou o sucesso de seus jogos e concebeu o ‘filho perfeito’: X-Men VS Street Fighter (de 1996).

...passou por aqui...

...passou por aqui...

Além de colocar uma tonelada de personagens de ambos os títulos à disposição, o estilo de jogar escolhendo duplas era um atrativo genial, tornando os rounds mais longos e mais divertidos. A jogabilidade também ganhou novos patamares, podendo ser divertido com os Hadoukens e especiais duplos (quando os dois personagens atacavam juntos a causavam um puta estrago), mas que podia chegar a grandes estratégias de defesa e ataque, fechando combos complexos. Claro que no ano seguinte foi a vez do lançamento de ‘Marvel Super Heroes VS Street Fighter’, com a opção de escolher personagens no mundo Marvel e com a possibilidade de escolher, além das duplas, um ‘aliado’ (herói ou vilão que, ao apertar o botão específico, aparecia rapidamente para um golpe de ajuda).

...e qui já era clássico.

...e qui já era clássico.

Para finalizar, foi lançado em 1998 a sequência ‘Marvel Super Heroes VS Capcom’ em que, além de poder escolher entre um X-Men ou outro super-herói da Marvel, você poderia não só escolher um personagem do já clássico Street Fighter, como poderia pegar personagens tão clássicos quanto, do lado da Capcom, como Mega Man e Capitain Commando. Entrava para a história dos games a diversão garantida com os heróis da Marvel Comics (que, em 2000, lançou o jogo ‘Marvel Super Heroes VS Capcom 2 – A New Age of Heroes’ e…).

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2 Respostas para “A Marvel nos anos 90 (Parte II)”

  1. Grandes momentos da história da Marvel Comics (que a Disney não pode esquecer) - Parte 2 | Revista Papo de Homem - Lifestyle Magazine Disse:

    [...] também a segunda parte do texto sobre a Marvel nos anos 90, no Ministério da Verdade, sobre Marvel vs DC e [...]

  2. Paulo Cesar Storari Disse:

    Nostalgia pura!

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