Posts de Fevereiro, 2009

Ziriguidum…

Fevereiro 23, 2009

…Balacobaco…

…Telecoteco…

 

 

[modelo de vida a ser buscado]

Bom Esquindô pra todo mundo!

GIVE ME SOME TRUTH

Fevereiro 19, 2009

“All i want is the truth 
just give me some truth”

 

Nunca confunda sinceridade com hostilidade.

Sempre tive isso em mente e muitas vezes me dei bem mal com esse pensamento. Nos últimos tempos isso tá fazendo um bem danado e estou sentindo um frescor enorme em minha alma de saber que as coisas podem andar num caminho delicioso sendo apenas sincero. Confessar o que é bom e o que é ruim. Confessar pra si mesmo o que está dando certo, o que pode dar certo e tudo aquilo que realmente não compensa.

John Lennon está sempre aí pra jogar na nossa cara o que a gente nem sempre está preparado pra ouvir. Mas se impõe justamente nessa corrente inversa de botar o peito na frente de qualquer situação e dizer “manda bala, cara…a gente aguenta…se é a verdade, a  gente tá pronto praouví-la”.

Mas eu conheci essa música [que dá título ao post] no DVD do Pearl Jam, banda do coração que me auxiliou a estrututar muitos dos pensamentos que tenho hoje. A versão cantada por Eddie Vedder tem uma voracidade incrível, até porque a época pedia tal urgência [aquela tão famigerada era Bush, com invasão americana ao Iraque e todas as outras putarias].

Apesar de muitos dos meus textos possuirem um contexto político forte [para meus conhecimentos, claro], esse post não diz respeito aos fatos do dia-a-dia do mundo. Poderia aqui divagar sobre a confissão da brasileira na Suiça, sobre o circo todo armado [como li numa twittada do grande Gravata: "Moça da Suíça confessa que matou JFK, é da Al Caeda, tem chulé e fez boca-de-urna para o Barrabás"].

Mas a idéia aqui é mais micro, mais intro, mais embaixo.

 

“We can handle the truth
trust, give us some truth

share with us the truth
we’ll give you our truth”

 

Na vida, na rotina…me dê a verdade e receberá a verdade. Se você me conhece, lembre-se dissoe tenho certeza que nossas vidas serão bem mais tranquilas e nossa relação [seja ela qual for] será bem mais proveitosa.

De “Padrinho” a carcamano num piscar de olhos.

Fevereiro 11, 2009

 

Confesso publicamente que sou cria absurdamente mimada de Coppola-Scorcese-Leone-De Palma. Com seus poderosos chefões, seus bons companheiros, suas vezes no oeste e na América, seus pagamentos finais, gangues de NY ou qualquer outro tipo de aglomerados de estereótipos ítalos ou latinos, acabaram por me fazer apaixonado por tudo que possa ter respeito com o submundo do mundo, visto pelos olhos, sucessos e dores das personagens que eternizaram a maestria de figurinhas fáceis como Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro. Máfia, Crime organizado, desorganizado, todo o tipo de tráfico, contrabando, contravenção e comércios conectados a qualquer ramo ou procedimento famigerado de algum arquétipo nascido e criado alheio a qualquer regra ou lei convencional. 


O fascinio instantâneo

O fascínio instantâneo

Claro que esse fascínio não é cego-surdo-mudo-burro-esclerosado. O que rola é o interesse sobre o maniqueísmo invertido, confuso, abstrato, quase inexistente, como se tivesse sido metralhado por todos esses indivíduos que levam a vida na má fé, transformando-se em um corpo sem vida e desfigurado, caído no próprio sangue em algum beco qualquer.

Aprendemos a amar a família Corleone, a torcer pela fuga do Carlito Brigante ou pela vingança de David Aaronson e até a decorar [com direito a sotaque e tudo mais] as falas de Tony Montana em sua ascensão no mundo das drogas em Miami. Quase que numa doutrina maquiavélica, torcemos para que os clãs mafiosos do cinema consigam superar todos os percalços e se safar ileso de todas as guerras. Vibramos com a matança metódica do assassino-herói que busca sucesso nos negócios à custa de crimes justificados como “it’s just business” [sempre dito com sotaque arrastado]. Pensamos ser, em nossa vã inocência de momento, só história, uma ficção bem montada e bem dirigida de algo que, no máximo, ocorreu há algumas décadas. Idéias essas reforçadas pelas estéticas exageradas dos novos diretores que retratam algum tipo de máfia (Tarantino, Guy Richie), com todo o sangue, sarcasmo e distância do mundo real. Vemos nesse momento de entretenimento toda a sagacidade que nos falta e injetamos em nossa mente toda essa coragem e paixão que esses sujeitos nos presenteiam. Ver um filme de máfia é se livrar de todos os dogmas que acumulamos [conscientes e inconscientes] em nossa vida e gozar de toda a felicidade de se ter uma arma quente nas mãos.

 

 

parte da cultura pop

Máfia: parte da cultura pop

 

 


Por outro lado, quando se trata da vida real, somos tomados por perplexidades diversas quando nos deparamos com noticias e informações de alguma máfia das quaisquer espalhadas pelo mundo, inclusive aqui. Pessoas chocadas com os corpos que são carbonizados em pneus nas favelas do Rio de Janeiro [a mando do tráfico de drogas, que não deixa de ser um tipo de máfia] ou das chacinas na região metropolitana de São Paulo [cobrança de não pagamento de drogas também a mando de chefões paulistanos]. As milícias extorquindo dinheiro como os napolitanos da Camorra, que também infestam o sul da Itália com milhares de toneladas de lixo tóxico, enfiando em cada buraco os restos químicos e venenosos das grandes indústrias do norte do país. Ficamos inconformados de saber da máfia nigeriana fazendo viagens de drogas [inclusive infestando a região da Luz, em São Paulo] e com a máfia russa que detém mais de 40% da riqueza do país [sem mencionar o tráfico humano que rende muito dinheiro com a prostituição de albanesas, croatas e eslovenas].

 

 

Trabalho da Camorra italiana

Trabalho da Camorra italiana

 

 


Apontamos o dedo e afirmamos: “bandido bom é bandido morto”. Damos as costas ao sistema carcerário e rezamos para que os putos safados apodreçam mesmo dentro de celas lotadas e ostracismo constante. Recorremos novamente á ficção para rir dos infinitos tapas na cara do Capitão Nascimento nos “drogadinhos de merda” que patrocinam o crime. Na vida real nós cuspimos no chão que um mafioso acabou de passar [e até cuspimos em sua cara, caso ele esteja duro e cravejado de balas no chão, claro] e recriminamos qualquer atitude desonesta, violenta, fora do eixo ou qualquer tendência sociopática. 

 

 

"Batalhão Especial"perseguindo traficantes no RJ

"Batalhão Especial"perseguindo traficantes no RJ

 

 


 A ficção é o respaldo e a vida real é a repulsa. Um “viva” á Tony Montana e uma vaia ao Abadía e suas cuecas vendidas a um real.

Don’t Let Me Down! (Ou “I Can’t Get No”)

Fevereiro 4, 2009

 

Por um lado, dizem que a oposição saiu perdendo. Já acolá, discutem a facada que o governo levou, já que contava com apoio para eleger seu candidato (o que obviamente não aconteceu). Ou seja, em alguns magros dias, o PMDB se mostrou o maior hermafrodito de todos os tempos: fodeu como um garanhão experiente a base governista e a chapa opositora…e ainda sim se garantiu como a putinha mais cobiçada da casa da luz vermelha chamada Brasília.

 

o "Fab Four" do PMDB

o "Fab Four" do PMDB

Michel Temer vai dirigir a câmara (no lugar do deputado Arlindo Chinaglia do PT – SP) enquanto Garibaldi Alves (também do PMDB – RN) cede a cadeira a José Sarney, invocador dos espíritos antigos que o tornaram o Mum-Há do senado.

 

Isso…esse Sarney que arrebentou a gente com a maior inflação possível, que é dono do Maranhão assim como ACM [que hoje em dia não se senta à direita do cão, mas sim no trono dele...enquanto o coisa-ruim himself se acomoda num banquinho qualquer] mandava na Bahia. Casas que andavam até que tranquilas na medida do possível, ainda mais após Renans e Severinos e todas as escapadelas possíveis e imagináveis de cassação. Agora temos novos masters of puppets exercendo com todo o talento que lhes é de sobra a boa e velha politicagem nacional.

 

"o de vida eterna!!!"

"o de vida eterna!!!"

Fora a liderança nas duas casas, o PMDB ainda conta com a liderança na quantidade de eleitos e vice-eleitos nas últimas eleições municipais. Tem PMDB espalhado por todo o Quintal Brasilis! E, claro, com todos esses…

 

…atributos, o partido de Orestes Quércia se faz ainda se potencializa justamente no que faz de melhor (pena que o que o partido faz não é nada bom, como diria nosso grande amigo Logan “Wolverine”): barganhar.

 

O próprio Quércia já deu a letra quando questionado sobre algum candidato à presidência – “Dilma”. Agora a galerinha petista vai ter de engolir os cornos tomados na cabeça (quanto a questão da presidência do Senado) pra manter esse “bom humor” peemedebista (se bem que esses últimos só apontam o focinho pra onde o cheiro de comida boa chama, não sendo capazes de torcê-lo por birra ou outro motivo que não seja uma comida melhor). Já os tucanos terão de ter muita lábia para conquistar a rapariga que já está “exigindo” uma possível vice-presidência em 2010 (alguém ai também imaginou nosso caricato Serra jogando água de colônia na careca, besuntando os poucos fios que brotam logo acima, só pra mandar aquele xaveco na biscatinha number one do cerrado?).

 aliedo-pmdb

Posso dizer que o PMDB, hoje, parece uma ex de jogador de futebol. Ou até então uma modelo que saiu com algum rockstar inglês e se deu bem. Opa! Será que logo logo teremos algum programa de auditório comandado pelo PMDB?

O Curioso Caso de Benjamin Button 2 (ou “outro olhar”)

Fevereiro 3, 2009

 

O que te faz rejuvenescer?

 

Todos temos fragmentos de Benjamin Button incrustados em nossas vidas, almas ou o que quer que seja que faz nosso mundo girar – do começo ao fim.

 

Claro que a primeira impressão que temos de ter é que rejuvenescer não é retroagir, assim como se fazia o relógio que contava o tempo num avesso esperançoso de mudar determinadas realidades. Tendo isso pensado, podemos retornar à pergunta (voltar a um determinado ponto que não tinha continuação): O que te faz rejuvenescer? – Insisto na questão para o bel desenvolvimento de nossos pensamentos.

 button-dois-1

No caso de B. Button, o rejuvenescimento era causado de forma (des)natural deixando-o mais jovem dia após dia. Chegamos ao paradoxo mais óbvio do filme: quanto mais novo, mais velho.

 

Saí do cinema bem confuso bom essas informações acrescidas de todos os julgamentos que tinha em minha cabeça sobre o filme em si. Hoje, tomado de uma organização melhor desse conjunto de conhecimentos e conclusões, passo a me cobrir com a sorte e consolidar de toda vez que quando rejuvenescemos, envelhecemos.

 

No decorrer da trama, a personagem de Brad Pitt vai ganhando vivacidade física com o passar do tempo: de careca aos cabelos acinzentados e então um penteado de um dourado vivo; de canelas secas e sem vigor a coxas mais complacentes até as pernas segurar e obstinadas. Mas não temos, em contrapartida, uma mente correndo no mesmo inverso. Com cada nova experiência, temos uma mente cada vez menos curiosa e cada vez mais sábia. Button envelhece a medida que fica mais novo.

 button-dois-2

O autor do conto que deu origem ao filme, F. Scott Fitzgerald, tirou a idéia da célebre frase de Mark Twain ”A vida seria infinitamente mais feliz se pudéssemos nascer aos 80 anos e gradualmente chegar aos 18. O grande desejo dessa frase é justamente ajustar o erro do tempo que melhora a cabeça e definha o resto, mas esquece que nada é pra sempre. Fitzgerald não se esqueceu disso e nem a patota que meteu a loucura de levar esse mesmo conto pra tela grande.

 button-dois-3

Realmente existe uma defasagem entre o auge do corpo e da mente, mas independente de qualquer um dos andamentos da vida (nossa ou de Button), o resultado final é sempre o mesmo (assim como pudemos ver no filme um corpo novo de garoto lidando com uma mente já gasta após cerca de oitenta anos de uso). Por diversas vezes já dito, exemplificado e comprovado, “a vida é uma parábola”; a gente pode até não saber os pontos de ascensão, ápice e declínio, mas ela sempre vai se achar com pontos no mesmo patamar (a mesma impaciência da criança e do velho, a mesma teimosia, vagarosidade no andar, no raciocínio, a mesma inocência na infância e na senilidade). Pra chutar o balde de vez, estamos todos fadados a ir pro saco.  Estamos condenados todos a uma única maldição irremediável que é a morte certa (de que acontecerá) e por demais duvidosa (onde-como-quando-por que-pra onde ir depois).

 

Pensamos ser algo terrível, mas, assim como a vida é tão obvia que a gente complica-a, a morte está tão na cara que a gente a evita e, com isso, acabamos evitando a própria vida. Conhecer nossas limitações (assim como Button as conhecia bem, do início ao fim), aproveitar nossa vida como ela deve ser aproveitada (com um bom conhecimento de si, assim como Button conhecia-se – e não um conhecimento científico, mas sim aquele algo mais que não precisa necessariamente ser explicado, mas que faz todo o sentido) e, ficando mais velho ou mais novo, “O mais importante é que a nossa emoção sobreviva”.

 

o que te faz rejuvenescer?]

Tu ainda não respondeu: o que te faz rejuvenescer?