…Balacobaco…
…Telecoteco…
[modelo de vida a ser buscado]
Bom Esquindô pra todo mundo!
[modelo de vida a ser buscado]
Bom Esquindô pra todo mundo!
Nunca confunda sinceridade com hostilidade.
Sempre tive isso em mente e muitas vezes me dei bem mal com esse pensamento. Nos últimos tempos isso tá fazendo um bem danado e estou sentindo um frescor enorme em minha alma de saber que as coisas podem andar num caminho delicioso sendo apenas sincero. Confessar o que é bom e o que é ruim. Confessar pra si mesmo o que está dando certo, o que pode dar certo e tudo aquilo que realmente não compensa.
John Lennon está sempre aí pra jogar na nossa cara o que a gente nem sempre está preparado pra ouvir. Mas se impõe justamente nessa corrente inversa de botar o peito na frente de qualquer situação e dizer “manda bala, cara…a gente aguenta…se é a verdade, a gente tá pronto praouví-la”.
Mas eu conheci essa música [que dá título ao post] no DVD do Pearl Jam, banda do coração que me auxiliou a estrututar muitos dos pensamentos que tenho hoje. A versão cantada por Eddie Vedder tem uma voracidade incrível, até porque a época pedia tal urgência [aquela tão famigerada era Bush, com invasão americana ao Iraque e todas as outras putarias].
Apesar de muitos dos meus textos possuirem um contexto político forte [para meus conhecimentos, claro], esse post não diz respeito aos fatos do dia-a-dia do mundo. Poderia aqui divagar sobre a confissão da brasileira na Suiça, sobre o circo todo armado [como li numa twittada do grande Gravata: "Moça da Suíça confessa que matou JFK, é da Al Caeda, tem chulé e fez boca-de-urna para o Barrabás"].
Mas a idéia aqui é mais micro, mais intro, mais embaixo.
“We can handle the truth
trust, give us some truth
share with us the truth
we’ll give you our truth”
Na vida, na rotina…me dê a verdade e receberá a verdade. Se você me conhece, lembre-se dissoe tenho certeza que nossas vidas serão bem mais tranquilas e nossa relação [seja ela qual for] será bem mais proveitosa.
Confesso publicamente que sou cria absurdamente mimada de Coppola-Scorcese-Leone-De Palma. Com seus poderosos chefões, seus bons companheiros, suas vezes no oeste e na América, seus pagamentos finais, gangues de NY ou qualquer outro tipo de aglomerados de estereótipos ítalos ou latinos, acabaram por me fazer apaixonado por tudo que possa ter respeito com o submundo do mundo, visto pelos olhos, sucessos e dores das personagens que eternizaram a maestria de figurinhas fáceis como Marlon Brando, Al Pacino e Robert De Niro. Máfia, Crime organizado, desorganizado, todo o tipo de tráfico, contrabando, contravenção e comércios conectados a qualquer ramo ou procedimento famigerado de algum arquétipo nascido e criado alheio a qualquer regra ou lei convencional.

O fascínio instantâneo
Claro que esse fascínio não é cego-surdo-mudo-burro-esclerosado. O que rola é o interesse sobre o maniqueísmo invertido, confuso, abstrato, quase inexistente, como se tivesse sido metralhado por todos esses indivíduos que levam a vida na má fé, transformando-se em um corpo sem vida e desfigurado, caído no próprio sangue em algum beco qualquer.
Aprendemos a amar a família Corleone, a torcer pela fuga do Carlito Brigante ou pela vingança de David Aaronson e até a decorar [com direito a sotaque e tudo mais] as falas de Tony Montana em sua ascensão no mundo das drogas em Miami. Quase que numa doutrina maquiavélica, torcemos para que os clãs mafiosos do cinema consigam superar todos os percalços e se safar ileso de todas as guerras. Vibramos com a matança metódica do assassino-herói que busca sucesso nos negócios à custa de crimes justificados como “it’s just business” [sempre dito com sotaque arrastado]. Pensamos ser, em nossa vã inocência de momento, só história, uma ficção bem montada e bem dirigida de algo que, no máximo, ocorreu há algumas décadas. Idéias essas reforçadas pelas estéticas exageradas dos novos diretores que retratam algum tipo de máfia (Tarantino, Guy Richie), com todo o sangue, sarcasmo e distância do mundo real. Vemos nesse momento de entretenimento toda a sagacidade que nos falta e injetamos em nossa mente toda essa coragem e paixão que esses sujeitos nos presenteiam. Ver um filme de máfia é se livrar de todos os dogmas que acumulamos [conscientes e inconscientes] em nossa vida e gozar de toda a felicidade de se ter uma arma quente nas mãos.

Máfia: parte da cultura pop
Por outro lado, quando se trata da vida real, somos tomados por perplexidades diversas quando nos deparamos com noticias e informações de alguma máfia das quaisquer espalhadas pelo mundo, inclusive aqui. Pessoas chocadas com os corpos que são carbonizados em pneus nas favelas do Rio de Janeiro [a mando do tráfico de drogas, que não deixa de ser um tipo de máfia] ou das chacinas na região metropolitana de São Paulo [cobrança de não pagamento de drogas também a mando de chefões paulistanos]. As milícias extorquindo dinheiro como os napolitanos da Camorra, que também infestam o sul da Itália com milhares de toneladas de lixo tóxico, enfiando em cada buraco os restos químicos e venenosos das grandes indústrias do norte do país. Ficamos inconformados de saber da máfia nigeriana fazendo viagens de drogas [inclusive infestando a região da Luz, em São Paulo] e com a máfia russa que detém mais de 40% da riqueza do país [sem mencionar o tráfico humano que rende muito dinheiro com a prostituição de albanesas, croatas e eslovenas].

Trabalho da Camorra italiana
Apontamos o dedo e afirmamos: “bandido bom é bandido morto”. Damos as costas ao sistema carcerário e rezamos para que os putos safados apodreçam mesmo dentro de celas lotadas e ostracismo constante. Recorremos novamente á ficção para rir dos infinitos tapas na cara do Capitão Nascimento nos “drogadinhos de merda” que patrocinam o crime. Na vida real nós cuspimos no chão que um mafioso acabou de passar [e até cuspimos em sua cara, caso ele esteja duro e cravejado de balas no chão, claro] e recriminamos qualquer atitude desonesta, violenta, fora do eixo ou qualquer tendência sociopática.

"Batalhão Especial"perseguindo traficantes no RJ
A ficção é o respaldo e a vida real é a repulsa. Um “viva” á Tony Montana e uma vaia ao Abadía e suas cuecas vendidas a um real.
Por um lado, dizem que a oposição saiu perdendo. Já acolá, discutem a facada que o governo levou, já que contava com apoio para eleger seu candidato (o que obviamente não aconteceu). Ou seja, em alguns magros dias, o PMDB se mostrou o maior hermafrodito de todos os tempos: fodeu como um garanhão experiente a base governista e a chapa opositora…e ainda sim se garantiu como a putinha mais cobiçada da casa da luz vermelha chamada Brasília.

o "Fab Four" do PMDB
Michel Temer vai dirigir a câmara (no lugar do deputado Arlindo Chinaglia do PT – SP) enquanto Garibaldi Alves (também do PMDB – RN) cede a cadeira a José Sarney, invocador dos espíritos antigos que o tornaram o Mum-Há do senado.
Isso…esse Sarney que arrebentou a gente com a maior inflação possível, que é dono do Maranhão assim como ACM [que hoje em dia não se senta à direita do cão, mas sim no trono dele...enquanto o coisa-ruim himself se acomoda num banquinho qualquer] mandava na Bahia. Casas que andavam até que tranquilas na medida do possível, ainda mais após Renans e Severinos e todas as escapadelas possíveis e imagináveis de cassação. Agora temos novos masters of puppets exercendo com todo o talento que lhes é de sobra a boa e velha politicagem nacional.

"o de vida eterna!!!"
Fora a liderança nas duas casas, o PMDB ainda conta com a liderança na quantidade de eleitos e vice-eleitos nas últimas eleições municipais. Tem PMDB espalhado por todo o Quintal Brasilis! E, claro, com todos esses…
…atributos, o partido de Orestes Quércia se faz ainda se potencializa justamente no que faz de melhor (pena que o que o partido faz não é nada bom, como diria nosso grande amigo Logan “Wolverine”): barganhar.
O próprio Quércia já deu a letra quando questionado sobre algum candidato à presidência – “Dilma”. Agora a galerinha petista vai ter de engolir os cornos tomados na cabeça (quanto a questão da presidência do Senado) pra manter esse “bom humor” peemedebista (se bem que esses últimos só apontam o focinho pra onde o cheiro de comida boa chama, não sendo capazes de torcê-lo por birra ou outro motivo que não seja uma comida melhor). Já os tucanos terão de ter muita lábia para conquistar a rapariga que já está “exigindo” uma possível vice-presidência em 2010 (alguém ai também imaginou nosso caricato Serra jogando água de colônia na careca, besuntando os poucos fios que brotam logo acima, só pra mandar aquele xaveco na biscatinha number one do cerrado?).

Posso dizer que o PMDB, hoje, parece uma ex de jogador de futebol. Ou até então uma modelo que saiu com algum rockstar inglês e se deu bem. Opa! Será que logo logo teremos algum programa de auditório comandado pelo PMDB?