Mano Brown finalmente abre o bico e é capa da Rolling Stone desse mês.
um 'outro' Mano Brown
O cara, que sempre foi bem recluso, falou do ontem, do hoje e do amanhã.
A Verdade?
Foi bem legal ler o que o cara pensa da música (da sua e de figurões como Jorge Ben e Chico Buarque), da confissão de que ele e sua banda (Racionais) quase acabaram se tornando uma caricatura do próprio estigma que eles criaram e descobrir que até um carrancudo como o Mano Brown pode se refazer (agora, claro, é aguardar pra ver o resultado dessa reflexão toda).
O escritor simplesmente resolveu se divertir e escreve de forma deliciosa a nova versão para o “Livro dos dispartes” (como ele chama o Antigo Testamento). É o reflexo de um velhote que já não tem lá seus muitos tempos para viver e que passou há pouco por um perrengue danado – ou seja – nada melhor que mandar o mundo às favas e escrever algo de forma descontraída. E ele assim o faz.
Mesmo sem ser algo extraordinário, Saramago consegue discorrer uma narrativa suave e saborosa, deixando um livro enxuto de quase duzentas páginas.
E se eu conseguir escrever metade do que o puto lusitano escreve despretensiosamente, já me darei como afortunado.
No falecido Calo na Orelha, eu cheguei a comentar sobre a decisão do líder dos Smashing Pumpkins, Billy Corgan, de lançar só singles e deixar de lado o formato ‘álbum’.
espertinho
Lá eu disse “Li há pouco tempo no Omelete que o vocalista, guitarrista, compositor, arranjador, criador e líder do Smashing Pumpkins, Billy Corgan, declarou para o jornal Chicago Tribune que sua banda não mais lançará álbuns. O autoritário Corgan disse que os Pumpkins só lançarão singles daqui pra frente, devido ao “fracasso” de vendas do último cd (o ótimo Zeitgeist – 2007) e o iPod. Billy acredita que ninguém mais tem saco pra ouvir um álbum na íntegra e, com a facilidade de fazer downloads e de manuseio dos MP players, os fãs de agora pulam sempre para as faixas mais conhecidas, ou seja, os singles.
Lá nos confins dos anos 90, o Smashing Pumpkins foi uma das (em algum momento mais específica, “a”) bandas mais influentes e criativas do chamado cenário alternativo (e não “indie”, naquele final de século XX, onde guitarras distorcidas, letras carregadas de subjetividade e vozes rasgadas ainda faziam sentido. Ah…que tempo bom aquele). Quando a nova era chegou, Corgan terminou com os Pumpkins, abriu e fechou a filial Zwan (que cá pra nós, tinha momentos interessantes, mas que na verdade não fedeu nem cheirou) e se queimou feio com um enfadonho álbum-solo. Buscou redenção ao ressuscitar o Pumpkins, mas só obteve perdão de uma meia dúzia (já que a nova geração na verdade nem deve ter real noção do que foi e quem é o Pumpkins hoje).
Billy não cedeu e jogou uma canção inédita no game “wannabe” Guitar Hero e, seguindo ainda a cartilha do darwinismo, o amassador de abóboras original segue em busca da evolução e decide só parir músicas soltas e esporádicas, sem mais se manter nas amarras da fórmula “cria-canções/escolhe-canções/grava-canções/lança-canções compiladas num conceito e com esse conceito definido com um nome (bastava dizer CD, né). Estaria Billy Corgan certo sobre seus novo dogmas, ou haveria apenas de querer lançar moda como fizeram o Pearl Jam (soltando bootlegs de todos os show de tudo que é turnê que faziam), Gene Simmons (que prometeu não gravar mais canções novas pois ninguém mais paga por elas) ou Radiohead (que lançaram seu último álbum, In Rainbows, primeiro na Internet e com o preço que o internauta quisesse pagar)?
Antes de qualquer coisa, gostaria de documentar abertamente nesta humilde matéria de opinião que o Smashing Pumpkins foi um dos grupos que mais fizeram minha cabeça enquanto adolescente. Sempre ouvi um dos dois tipos de comentários por parte de quem também gostava do grupo: “eu amo as baladas deles” ou “eu piro mesmo é com o peso das canções mais nervosas”. Eu particularmente sempre gostei de ambas as faces, desde a doçura das canções mais calmas até o ímpeto furioso das pauleiras. Agora voltemos à declaração.
Billy Corgan é uma pessoa mimada e isso acarretou nessa possível balela de subestimar seus fãs, achando que eles só escutarão os singles de sua antiga/nova banda. O mesmo Billy Corgan também é detentor de um dos egos mais inflados do rock n’ roll e esse papo todo acaba por superestimar os mesmos fãs, tendo uma idéia de quem aparenta acreditar devotadamente que as pessoas vão esperar, procurar e buscar por vários pedaços de uma banda que um dia foi um todo, ma que ainda não achou suas peças por completo.
Creio que a empreitada é ousada e bifurcada, ou seja, é um passo muito interessante e proveitoso pra música em si, mas quando se trata por uma alma sedenta por bajulação (é o caso de Corgan), dois ou três tropeços podem ser o suficiente para abalar toda essa pose decidida“.
E aí me vem o Corgan e coloca ‘A Song for a Son’, música do novo álbum, “Teargarden by Kaleidyscope”, pra download no site oficial da banda.
A Verdade?
a Verdade na verdade vem no plural quando 1. eu estava certo quanto a ré no kibe que o mimado Billy daria e 2. que esse som novo, assim como a grande maioria das coisas que os Pumpkins fazem, é bom pra carai.
A moça aí teve a vida pública conturbada, falou coisas meio sem sentido, começou a adotar esse sorriso meio fora de órbita, caiu na galhofa geral e acabou morrendo de um jeito mais maluco que tudo isso junto.
A Verdade?
Eu tô até agora curioso pra saber, de fato, se ela estava com quarenta ou cinquenta anos. Ô imprensa bagunçada!
A banda entra em estúdio em janeiro para gravar o quarto disco e já marcou datas para shows em junho do mesmo ano de nosso senhor.
A verdade?
Is This It (que figurou no topo da lista dos ’100 melhores álbuns dos anos 00′ feita pela NME) fica mais e mais fodão a cada audição, enquanto os outros dois ficam nos seus altos e baixos. Que venha logo um novo trampo.
E que voltem os putos logo ao Brasil, pois preciso tirar o maldito estigma de birrento por ter perdido o show do TIM Festival em 2005.
Tá todo mundo embalado a dar pitacos no caso Arruda né. Esquecemos o Mininova, o brasileirão e até a visita recente do presidente iraniano aqui nas terras brasillis. O imporante agora é tocar fogo no DF e se esbaldar numa Inquisição digital recheada de vídeos que mostram a irrefutável culpa em maços de notas sendo escondida nas meias. Seria até cômico se não fosse trágico.
Vimos, nessas últimas semanas, a eficiência da máquina política na criação de simulacros designados a justamente atiçar a histeria coletiva, sempre esfomeada e pronta pra morder. O digo porque vi, li e presenciei diversos momentos de desabafos equivocados que comemoravam o falecimento do ex-prefeito de São Paulo, Celso Pitta, e agora vejo, leio e fico na presença de situações bizarras e pessoas enchendo o peito e forçando um desenrolar de assunto do escândalo brasiliense, sem saber que a ideia é justamente a de vangloriar o sofrimento de um político corrupto que morre de câncer e apedrejar o palhaço que rola prum lado da sala, enquanto o resto da trupe escapa pela janela.
levou boladas, os mundos e os fundos
Achar que o Pitta se deu mal e que o governador José Roberto Arruda vai se dar mal é mesmo de se exercer a insciência nossa de cada dia, afinal, desde a politicagem antiga até as lambanças de hoje, sempre que a merda vai feder, estará lá aquele que será o escudo protetor de todas as mutretagens, picaretagens e safadezas arquitetadas. Pra resumir, assim como nos filmes de máfia, alguém ‘paga’ pelo bem da família e leva garantias posteriores, para sí e para seus entes queridos
Celso Pitta levou a bronca porque sabia que estava nas últimas. Levou os cuspes, as piadas, a prisão de pijamas…mas com certeza garantiu muitos benefícios por debaixo dos panos (fora os ‘laranjas’ que devem ter ficados com alguns bons bens que estavam em seus nomes – ou você acha que esses foram devolver um apartamento aqui ou uma casinha de 4 quartos acolá?). O mesmo acontecerá com o governador Arruda, que ainda debochou da tua cara dizendo que a grana distribuída à rodo era pra comprar panetone.
O que ele quis dizer, no auge de um escárnio que só diz a que veio pra quem há muito se aproveita da vida pública, é que o natal dele e de toda a ‘família Arruda’ está grantido (nesse ano e pelos vinte próximos).
E você aí, hein, achando que estava de cara com um esquema bem montado que desmantelou mais uma teia de propinas. Lembre-se, meu amigo, que “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.
Já se sabe há muito tempo (ou deveria ser sabido há muito tempo) que o homem é movido a fascínio. O feitiço em cada coisa faz a busca de todos os ideais do indivíduo masculino. Por quê? Porque é assim.
O homem precisa se senti seduzido em todos os momentos vinculados ao prazer, e claro que essa firmação passa longe de ser apontada apenas para o deleite sexual. É emocional, profissional e, sim, amorosa. O homem precisa de magnetismo para que sua engrenagem funcione de maneira mais harmoniosa e eficaz. Para ter um homem nas mãos, basta seduzi-lo.
E por isso o homem grita.
Obviamente teríamos infinitos tipos e intensidades de atração, mas nem por isso deixaremos de citar alguns comportamentos clássicos do universo masculino.
O homem grita o ‘gol’ num estádio de futebol pelo deslumbramento que tem “desde criancinha” pelo time do coração. A maravilha que é torcer por um time eleva a empolgação do homem a níveis estratosféricos. Assim como em um show de música, quando se vê bandos e bandos de homens gritando com (e por) seus ídolos que tanto os seduzem com seu lifestyle.
Artes, ciência, tecnologia, viagens, gastronomia e mulheres só interessam quando aguça a curiosidade, o encanto, a atração, a beleza nas formas e estilos. Tudo que prende atenção é alvo do grito de fascinação dado pelo homem e tudo que prende atenção ganhará seu grito na hora certa. E que assim seja sempre.
*
Por que as mulheres gritam?
A mulher, dona de todas as coisas, é movida pelo arroubo. Sabe aquele êxtase que nos absorve e se transforma em uma idéia fixa? É este o combustível primário do instinto feminino. Por quê? Por é assim que é.
Só se é mulher e só se faz mulher pela admiração por algo (ou alguém) ou o que aquilo (ou aquele) representa. É um arrebatamento complexo que faz com que uma mulher se vista bem para que outra mulher a olhe, a repare e a admire, transferindo assim seu próprio encantamento para outrem. A feminilidade trás consigo uma teia fascinante de espasmos e endeusamentos.
E é por isso que as mulheres gritam.
Em situações positivas e negativas, elas soltam o gogó como prova de excesso ou completa falta de admiração. Com a mesma vontade (mas energias opostas), a mulherada grita pelo artista venerado (seja o ator do momento, o estilista badalado, o pintor renomado ou o escritor underground que só terá reconhecimento daqui vinte anos) e contra a barata que invadiu a cozinha (ou a sala de estar ou qualquer ambiente de qualquer lugar de qualquer mundo). A mulher grita quando vê uma amiga querida que não encontra há muito tempo, quando é promovida no trabalho, quando vê uma liquidação, quando seu filho começa a andar e quando pratica um esporte radical. Contanto que role a admiração (por outras pessoas ou por ela mesma), a gritaria está garantida. E nada mais lindo que ver uma mulher gritando feliz por qualquer dessas alternativas citadas.
Portanto, aos que estão finalizando a leitura dessa matéria:
- se és mulher, continue admirando e sorrindo com todos os bons acontecimentos da vida.
- se não és mulher, então não pare nunca com a arte de admirá-las e de fazerem de sentir admiradas, pois nada nesse mundo vai substituir a beleza do sorriso agradecido de uma mulher.