dos pequenos prazeres da vida…

Julho 1, 2009 by jaderpires

Este humilde blogueiro está em férias remuneradas de seu trabalho remunerado e fará o diabo pra aproveitar este curto tempo ‘ocioso’ (e bem criativo). Provavelmente rolarão alguns links legais e fotos cativantes de alguma viagem maluca (seja ela qual for).

Life Under Zen

Life Under Zen

Tempo de esperar para que coisas ótimas aconteçam.
A ilustração acima nos leva ao site do tatuador Jun Matsui. Esse nome será mencionado mais vezes num futuro próximo.

Enquanto isso, vou lá pegar meu charuto e aproveitar.

Michael Jackson (1958-2009)

Junho 26, 2009 by jaderpires

Tentei postar um texto legal, mas vários deles passaram pela cabeça e nenhum conseguiu ficar.

o 'rei do pop'

o 'rei do pop'

Sem pedantismos, mas sem hipocrisia.

Para quem gosta de música e cultura pop, não há como simplesmente deixar o fato passar.

Michael Jackson era um cara fodão, deixando toda a excentricidade de lado.

Aguentou o tranco desde moleque e tinha, aos 11 anos, uma voz que não temos eu, você e todo mundo que ler este post. Com Quincy Jones e a carreira solo, mostrou-se um ótimo compositor, um cantor beirando a excelência (em técnica e interpretação), um dançarino de passes brutais e uma figura pop fora do comum.

primeiro nas paradas

primeiro nas paradas

Vendeu mais de 370 milhões de discos na carreira, e isso em uma época que a venda de discos era sim muito importante. Foi o primeiro a colocar 4 sons de um único álbum no primeiro lugar das paradas  na época do ‘Off the Walls’ (por isso a foto acima, pois foi um dos pouquíssimos a poder fazer uma coletânea só de primeiros-lugares) e o ‘Thriller’ ainda é o álbum mais vendido de todos os tempos (e com a indústria musical agonizando, será bem difícil de alguém superar a marca, mesmo esta começando a ficar obsoleta).

A ficha não caiu direito.
E repito: Sem pedantismos, mas sem hipocrisia.

Mas enquanto os outros ficam ressaltando as bizarrices infinitas do cantor, eu insisto aqui na sua musicalidade. Claro que ele tinha lá as suas baladas meio capengas, mas foi criador de muitos outros sons que são, há cada dia, mais clássicos. E enquanto alguns ficam detalhando os contras, coloque as batidas dançantes do quinteto de Indiana ou do rei do pop e don’t stop ’til you get enought.

Das pequenas preocupações da vida…

Junho 24, 2009 by jaderpires

Tendencioso ou não (e eu acho que sim), o título foi criado e propagado em tudo que é lugar – inclusive naquelas televisõezinhas do metrô: “Os blogs nos fazem escrever mais, mas pior”.

Esta frase foi atribuída ao escritor português e vencedor do Prêmio Nobel José Saramago, que também mantém um blog no site de sua fundação. A tal frase também foi amplamente discutida na rede, principalmente no Twitter. Dezenas de usuários indignados com a afirmação ‘descabida’ de uma pessoa tão respeitada justamente pela escrita. Como poderia, justo o novo blogueiro José Saramago, denegrir esta ferramenta tão útil e que já se mostrou tão competente ao longo dos anos!? – porque deu na telha, ora bolas.

José Saramago

José Saramago

Não precisamos e nem vamos aprofundar se houve ou não esse aproveitamento por parte de quem publicou tal chamada porque a discussão aqui é sobre esse seu pobre ego ferido. Esse ego que, assim como o amor, é cego, surdo, mudo, burro e esclerosado.

Isso porque a gente adora tomar as dores do mundo e ficar puto com coisas das pequenas preocupações da vida. Não acha não? Tá chateado com o que eu disse? – fica não, baiano. Venha cá, baiano, venha.

Não precisa ficar bravo com generalizações não. Mesmo se a frase fosse proferida daquela forma seca, seria uma opinião generalizada, e não uma declaração de guerra contra os blogs. Take it easy, my brother blogueiro. Assim como, se alguma celebridade disser que o futebol é legal, mas não faz tão bem pro físico nem pro coração, você não verá uma passeata de protesto dos jogadores e dirigentes contra “uma afirmação absurda contra um esporte tão querido do nosso Brasil de meu deus”. E segure esse ego danadinho.

"foi você!"

"foi você!"

Aposto e ganho como o Saramago nunca leu o teu blog. Ele certamente nunca deixou um comentário depreciativo em algum post teu. Então por que a bronca? Por que se martirizar e ficar cutucando esse ego bobo em vez de realmente por o p*# na mesa e falar “foda-se a opinião do Saramago. Eu cuido bem do meu blog e mais ainda dos textos que publico nele”. Assim como acharam uma resposta ótima a onda de ataques sobre a queda do diploma de jornalista, em que a situação atual não exclui a responsabilidade de se escrever bons textos com boas bagagens, a opinião do Saramago também não exclui a quantidade boa de ótimos blogs ao redor do planeta, com as mais variadas línguas e com ótimos conteúdos para as mais variadas visões.

Então continue cuidando de seu blog e de sua escrita, que o Saramago continua cuidando do blog dele e da escrita dele. E assim ficamos todos de bem e escrevendo mais, mas melhor.

BBoy fazendo a festa!

Junho 16, 2009 by jaderpires

Domingão, começo da noite…

‘Que tal ver uma batalha de Bboys no memorial da América Latina?’

- Claro! Quanto morre?

‘Não. Nada de morrer. Você é nosso convidado’

- Ah…é memo?

‘É memo. só chegar’

E lá fui eu conferir a LG BBoy, campeonato de dança hip-hop.
Da região do metrô São Bento, aqui em sampa, para o centro das atenções em um campeonato ágil e bem estiloso.

'só chegar'

'só chegar'

Confesso que fui pra lá pra ver o Kamau, rapper da melhor qualidade que lançou um puta álbum no ano passado, mas que estava no evento apenas como line up, ou seja, pra fazer a intro da festa. ‘Chegou chegando’ e fez seu freestyle honesto. Uma pena que não tenha mandado nenhum som, mas valeu a presença (e principalmente a constatação de que o rap nacional tem de tudo pra dar certo e aparecer mais).

Kamau 'conduzindo' a galera

Kamau 'conduzindo' a galera

Voltando aos bboys, que da calçada do metrô para concorrer, no palco, ao prêmio de cinco conto (isso mesmo, a ‘crew’ vencedora levou cinco mil reais pra casa). Houve talento de sobra.

A apresentção do torneio foi feita por uma figura que parecia o Cesar Polvilho, falando apressadamente e de um jeito bem engraçado. Os jurados gringos estavam com uma cara meio desanimada. Mas a molecada que chegou pra dançar estava mesmo pegando fogo. Desafios de sete minutos recheados de danças estilosas, provocações, demostrações de swing, elasticidade e resistência física. Mas o mais legal era o improviso.

Alguns mais espertos interagiam com o som que o ‘Kool DJ Fresh’ mandava na hora. Mais que manobras complicadas, os dançarinos se destacavam pelo improviso ‘bebop corporal’ levantando a galera e ganhando, de assovio a palmas, todas as saudações de quem estava ali pra curtir.

Na final, a ‘crew’ Back 2 The Streets levou a melhor (justamente pela improvisada nas batidas do Dj) e ficou com a grana, com o troféu e com o meu respeito, porque realmente não é pra qualquer um não.

A Macy Gray?
Depois do show que os bboys fizeram, sorte dela ter entrado só prum pocket show =P

[A seguir, mais fotos da 'crew' vencedora da noite, Back 2 The Streets]

Back 2 The Streets

Back 2 The Streets

Os campeões da noite

Os campeões da noite

[Fotos - Ignácio Aronovich. Mais fotos ótimas do evento no site da Lost Art]

Deus lhe pague.

Junho 10, 2009 by jaderpires

Já tinha bem seus 70 e poucos anos. Era devota. Não sei ao certo de qual santo e não me assustaria se descobrisse que era de todos. Ninguém na família gostava daquelas coisas todas que chamavam de fanatismo e ela corrigia sempre, afirmando ser um mínimo de agradecimento a tudo que nos foi dado. Eles foram prum lado e ela, proutro.

Vivia reclusa já há bons anos e se acostumara a comentar a vida com o locutor do rádio. Ouvia sempre a missa matinal e as orações que se seguiam. Não conseguia mais trabalhar e ficava zanzando pela casa, hora batendo papo com o homem das orações no rádio, hora arrumando alguns dos pinduricalhos que gostava de usar pra enfeitar a estante da sala.

Já havia lavado a louça do jantar, sempre servido às seis da tarde. Comia sempre uma sopinha aqui…um caldinho acolá…lavava o prato…os talheres…secava-os com o paninho bordado…tomava um copo d’água e fitava a cozinha por alguns poucos minutos.

Colocara o copo ao lado do filtro de barro (não gostava dessa nova mania de comprar água. achava tudo muito não higiênico) e caiu. Assim, de repente.

A queda lhe fraturou um fêmur e esfacelou uma das rótulas. Nem chegou a sentir dor. Caiu já sem consciência e, devota que era, não chegou nem a dar tempo de pedir ajuda a santo algum.

Acharam o corpo cerca de seis dias depois.

The Beatles Rockband (09.09.09)

Junho 2, 2009 by jaderpires

Eu nunca fui muito chegado nas manias de Guitar Hero. Vejo muita gente jogando, mas nunca fiquei com a tentação de jogar. Na verdade, eu até tenho certa curiosidade pra ter a sensação de tocar a guitarrinha que é bem legal. Mas o jogo em si, nunca bateu o tesão de experimentá-lo.

O tal Rockband então, que não se popularizou tanto por aqui (seria como se o primeiro fosse um Winning Eleven, bem mais jogado que o Fifa, até pela pirataria barata proporcionada pelo Playstation 2), tive ainda menos situações que pudessem aguçar alguma vontade. Mas são coisas da vida.

Até então.

Fab Four em pixels...

Fab Four em pixels...

Depois do controverso ‘LOVE’, álbum de remixes do quarteto de Liverpool desenvolvido por George Matrin,  produtor e considerado o “quinto beatle” (sem saber que o verdadeiro “quinto beatle” sempre foi o grande Billy Preston), para compor a trilha sonora de um do espetáculos do Cirque du Soleil, o jogo The Beatles Rockband é o novo aparato de desejo dos fãs (e não fãs).

Claro que o jogo foi feito com toda a qualidade possível (até porque a concorrência entre os jogos de simulação de bandas é bem acirrada; nesses tempos atrás até saiu o Guitar Hero Metallica, também cheio de qualidade e detalhes) e com muitos detalhes que enchem os olhos de quem vê e a mente de quem ama o Fab Four.

O trailer matador já puxa seu desejo consumista como o cheiro bom da carne assada puxa o Pica-Pau pelas narinas. Temos aí o ‘Cavern Club’, a apredentação deles no Ed Sulivan, os shows dos EUA (que frustraram bastante a banda porque eles mal de ouviam tocndo tamanha a gritaria das fãs, que também não ouviam e nem se importavam muito com o som que eles estavam tocando), a turnê pelo Japão, o surrealismo da Magical Mistery Tour, as gravações no Abbey Road e a apresentação memorável feita no telhado da Apple. As roupas também são muito bem detalhadas (as fardas das apresentações na América, as fantasias do clipe de I’m the Walrus, os instrumenos que mudaram da fase ieieiê até a apresentação no Rooftop), juntamente com a fisionomia, cabelos e tudo o que pode se imaginar para agradar a todos que adoram decorar e analisar cada etapa de cada fase da carreira dos Beatles.

O sir Paul McCartney e o ‘batrista mais alegre de todo os  tempos’ Ringo Starr estiveram na última tarde divulgando o jogo, com direito a piadinha e tudo por parte do baixista ex-beatle: “e quem imaginou um dia que acabaríamos como andróides?”

Agora é aguardar pra ver se a diversão é tão foda como a delícia que foi ver o trailer do jogo.

Criança feliz…

Maio 27, 2009 by jaderpires

Quando eu era moleque, eu era muito porra-louca. Sabe como é, né…

 

…família italiana, todas as energias do mundo acumuladas… eu falava muito, falava alto, falava tudo o que me vinha à mente e falava pra quem quisesse ouvir. Era estouradinho, briguei bastante (já senti o êxtase de um soco certeiro e a frustração do sopapo bem tomado nas fuças).

Adorava passar as férias e muitos finais de semana na casa da minha avó. A molecada era gente boa e a gente passava os dias exercitando a infância, ou seja, brincando das sete da manha às 10 da noite, jogando bola, correndo feito doido, trocando idéias, insultos e desafios. Uma beleza.

Na rua da minha avó, além disso tudo, tinha também o Cabecinha. 

Cabecinha, cujo nome eu lá nem lembro mais, era um incrível paradoxo de oito ou nove anos. Sua cabeça era enorme (como já se era previsível de deduzir), tinha os olhos grandes e curiosos, sorriso constante e pequeno, diminuído pelas bochechas gigantes, redondas e rosadas. Tinha também o queixinho partido e braços gordinhos (daqueles que fazem até furinhos nos cotovelos). E por trás dessa massa fofa de cabelo “tigelinha” existia uma força súbita sempre aparente. Traduzindo: o moleque era uma peste ligada no 780! E claro que a gente aproveitava a encapetação do fedelho pra dar muitas risadas com as mais diversas torrações de saco que o tiravam do sério. Em bom português, a gente causava pra carai.

Num dia qualquer, como qualquer outro, lá veio o Cabecinha descendo a rua em nossa direção (o sorriso dele sempre foi seu melhor. Dava pra sentir de longe a maldade inocente daquele sorriso) enquanto eu conversava com alguém (ou alguéns) sentado no muro do terreninho. Eis que eu decido recepcionar o garoto com todo aquele sarcasmo que sempre me foi parte integrante:

E aê, Cabecinha! – eu disse com certa malícia e empolgação. E o Cabecinha, que já vinha encarando a molecada com aquela serenidade desvairada, foi chegando perto e armando a surpresa. Foi deixando o sorriso maroto de lado e enchendo os olhos de intriga. Com a feição taciturna, apontou o dedinho gordo em minha direção e disparou: “Diabo…cê é o diabo. Diabo, cê é o diabo…cê é o diabo…diabo diabo diabo…CÊ É O DIABO, O DIABO, DIABO!!!”

 

Na mesma fração de segundo em que nossos olhos arregalaram de forma única, o Cabecinha deu de costas em velocidade e correu pra dentro de casa (que ficava quase de frente pro terreninho). Naquele momento, o Cabecinha levou consigo todo o nosso ar. Depois a gente ficou sabendo que tudo não passava de uma experiência recente (a família do Cabecinha era evangélica e ele só repetida o que ouvira no culto), mas nunca mais o cabecinha fora subestimado na rua da minha avó.

 

O Silvio Santos subestimou a pequena Maísa que, após ter chorado aos berros num domingo qualquer de meu deus, repetiu a façanha de chorar no ar no domingo seguinte. E o resultado todo mundo sabe: cassaram a licença de trabalho da pequena e tiraram do ‘Patrão’ a galinha, os ovos de ouro e o SBT continua na derrocada, só chegando a segundo lugar no Ibope nas madrugadas e quando repisam o Chaves. Perturbou a menina (perturbada), só toma pau da emissora do bispo e prova, a cada domingo, que pegou sua noção com as mãos, amassou fazendo uma bolinha, e jogou num canto qualquer em Miami.  “Má oê! Quem quer dinheiro!?”

 

[e depois,quando dizem que a Susan Boyle é a Maísa no "eu sou você amanhã, dizem que é maldade. Repara só]

What goes around…Comes around.

Maio 21, 2009 by jaderpires

What goes around, comes around

 

.e tenho dito.

Se eu disser que estou mentindo, então estarei a falar a verdade?

Maio 20, 2009 by jaderpires

mentiroso...

mentiroso...

Michel Temer é um mentiroso.

Barack Obama é um mentiroso.

O José Serra é um baita mentiroso e quem botou os tais livros na praça também é mentiroso.

Mas não fica só nisso não.

mentiroso...

mentiroso...

O Ronaldo é mentiroso.

O Almodóvar e o Von Trier são bem mentirosos.

O Muhammad Ali é um mentiroso com soco de coice de mula.

Os mexicanos são mentirosos com gripe.

O presidente da câmara britânica é mentiroso.

Quer mais?

'menteuse'...ou mentirosa memo.

'menteuse'...ou mentirosa memo.

O telescópio Hubble mente pra carai.

O fóssil de 47 milhões de anos está mentindo.

O déficit da previdência mente.

Os indicadores de emprego são mentirosos.

O nevoeiro que baixou em São Paulo hoje, claramente estava mentindo.

As enchentes do nordeste são mentirosas e a Torre Eiffel é uma mentira.

 

Você é um mentiroso e eu estou mentindo. Então por que ler esse post?

Porque é a Verdade.

Dos equívocos da vida

Maio 13, 2009 by jaderpires

 

verdade vs sinceridade

No filme Closer (Perto Demais – 2004), a personagem do britânico Clive Owen agradece, por duas vezes durante a trama, as respostas “sinceras” (uma de sua até então esposa, Julia Roberts, e outra dada pela ninfetinha ácida interpretada pela delicada Natalie Portman).

Em meio a diálogos densos e sarcásticos, o brutamontes inglês conseguia a verdade apertando suas parceiras, mas garantindo-lhes o reconhecimento devido: “Thanks. Thanks for your sincerity” (Obrigado. Obrigado pela sua sinceridade).

Quase que como um torturador, Larry (o Clive Owen) obtinha a verdade usando a força psicológica (e um pouco da física, que intimidava qualquer mocinha e, porque não, alguns moços). Mais que a simples verdade, Larry conseguia confissões.

Acho que o Larry nunca parou pra pensar que o sincero sempre fala com verdade (caráter), mas que nem sempre quem expõe um fato verdadeiro o faz em prol da sinceridade (mas sim da sobrevivência).

No Filme Closer, o Larry acredita demais. 

Clique na foto para ler o conto
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Trago mais um conto baseado nas histórias verdadeiras que crio em minha cabeça.

A Bossa Nostra